Aluno: Joana Ribeiro Barros
Resumo
Este estudo analisa diferenças geracionais ao nível das preferências por vários tipos de incentivos - incentivos financeiros, incentivos não financeiros intrínsecos, incentivos não financeiros extrínsecos e incentivos de suporte. O principal foco consiste na Geração Z e nas suas características peculiares, por comparação com gerações anteriores (X e Y).
Os dados utilizados neste estudo foram recolhidos através de um questionário online dirigido a estudantes e profissionais em Portugal de diversas áreas de atividade. Foram obtidas 540 respostas válidas que foram analisadas através de testes bivariados e multivariados, especificamente análise de regressão. Para tal, foi utilizado o software STATA 17.
Os resultados das análises mostram que não existem diferenças estatisticamente significativas entre a Geração Z e as gerações anteriores no que diz respeito às preferências por incentivos não financeiros intrínsecos, incentivos financeiros extrínsecos relacionados com o ambiente de trabalho, e incentivos de suporte. No entanto, foi identificado que a Geração Z valoriza mais os incentivos financeiros e os não financeiros extrínsecos relacionados com estatuto e poder, sugerindo uma maior procura por reconhecimento e liderança entre os mais jovens. Adicionalmente, os resultados mostram que as mulheres, em comparação com os homens, tendem a valorizar mais os incentivos não financeiros intrínsecos, os incentivos não financeiros extrínsecos relacionados com o ambiente de trabalho, e os incentivos de suporte. Por sua vez os homens, mostram uma maior preferência pelos incentivos não financeiros extrínsecos relacionados com estatuto e poder.
Este estudo contribui para a compreensão das dinâmicas geracionais no mercado de trabalho, oferecendo informação valiosa para as organizações na gestão de talentos. As empresas devem considerar a diversificação dos pacotes de incentivos, ajustando-os às diferentes gerações.
Trabalho final de Mestrado