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Quando o silêncio organizacional não é de ouro: A influência da liderança ética, do ostracismo no local de trabalho e da personalidade proativa

Aluno: Raquel Alexandra Martins Claro


Resumo
O fenómeno do silêncio de rejeição no contexto de trabalho decorre do receio sentido pelo colaborador de que falar e partilhar as suas opiniões sobre determinada temática irá resultar em represálias. No presente estudo, analisa-se a influência da liderança ética, do ostracismo no local de trabalho e da personalidade proativa no silêncio de rejeição, enquanto antecedentes ao nível da liderança, de perceções de trabalho, e disposições individuais. Analisa-se também a identificação organizacional na mediação entre estes antecedentes e o silêncio de rejeição. Tendo por base uma metodologia quantitativa e um total de 432 respostas, obtidas via inquérito por questionário distribuído de forma online e direcionado para trabalhadores por conta de outrem, os resultados demonstram que a liderança ética e a personalidade proativa relacionam-se negativamente com o silêncio de rejeição, ao passo que o ostracismo no local de trabalho possui uma relação positiva com o silêncio de rejeição. Não se comprovaram as hipóteses de mediação da identificação organizacional entre aquelas variáveis e o silêncio de rejeição. Este estudo contribui para uma melhor identificação da presença do silêncio nas organizações, através da observação dos fatores antecedentes aqui investigados. Além disso, propõe a minimização do silêncio através da sugestão de políticas e estratégias a adotar pelas empresas focando em áreas como formação, liderança e recrutamento.


Trabalho final de Mestrado